48. O ano do pensamento mágico

Joan Didion, 221p.

Homenagem ao primeiro dia do ano de 2016. Quem sabe não será um ano mágico? Dedos cruzados…. mas que não ocorram tantos sustos como o da autora deste livro, aliás, que livro!!!!!

Foi mais uma indicação que tive e fiquei curiosa durante a leitura de uma outra obra. Voilà!

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A autora conta sua história, de luto pela perda repentina do seu marido, durante uma época em que sua filha estava em coma num hospital.

Ela aborda a perda, a dor, a tristeza, os medos, anseios, dúvidas e todos aqueles sentimentos perturbadores que nos assolam em um momento de dor.

Ela demonstra de forma memorável todas as mudanças repentinas do seu cotidiano. Admirável a escrita e a forma como ela foi lidando com a sua nova realidade. Poxa, perder o porto seguro, seu marido, durante uma fase tão dura, em que a filha também poderia falecer a qualquer momento. Dificílimo.

Mas a autora não tem pena de si mesma, você não vê lamento, e sim uma busca de apoio na realidade nova, dura e difícil. Eu conseguia sentir a dor dela. Eu conseguia sentir a busca pelo sentido.

Foi uma leitura difícil pelo excesso de sentimento duro, mas foi uma leitura sensacional pelo mesmo motivo. Um aprendizado.

A vida sempre nos surpreendendo.

E que venha um ano bom!

Saúde!

47. A pomba

Patrick Suskind, 112p.

Quem nunca ouviu falar do romance “O perfume“? Eu o li quando jovem, tinha 18 anos e estava em um hotel esperando para fazer matrícula na universidade em que havia acabado de saber que tinha sido aprovada. Outro hóspede do hotel me emprestou o livro que eu devorei, e então, não li nada mais do mesmo autor, até que……. lá vamos nós para a mesma ladainha: passeando em um sebo, percorrendo suas estantes, surpresa…. e a obra seguiu para a pilha de aquisições.

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Trata-se da história de um segurança de banco que tem no corredor do andar do seu local de moradia, a invasão de uma pomba e este fato não está atrelado a sua monótona rotina, o que causa uma quebra e então,  a história começa a se desenrolar.

A personagem principal, o segurança, leva uma vida monótona e segura entre seu trabalho e seu quarto alugado. Ao longo das páginas vamos filosofando com ele sobre aspectos do cotidiano, sobre como pequenos acontecimentos podem alterar toda a nossa rotina, nossa vida e nossos pensamentos.

Acho incrível um autor conseguir desenvolver toda uma história colocando-a em apenas um dia de vida da personagem. Já li outros com a mesma essência, mas que demorei porque não me prenderam. Esse de Suskind é rápido e interessante. A pomba marca seu espaço e nossos pensamentos. Não dá para se comparar com o famoso “O perfume“, mas como sempre digo, não crie expectativas que você não se decepcionará, e comigo foi assim, portanto faça o mesmo, senão……

46.A descoberta da América pelos turcos

Jorge Amado, 171p.

Romance curto produzido por Jorge Amado por encomenda para comemoração dos 500 anos do descobrimento da América. Projeto italiano que deveria compreender três autores do continente americano: um de língua inglesa, outro de espanhola e mais um de língua portuguesa. Jorge foi contactado e após negociação topou participar da ideia. No final, o projeto não se concretizou, mas a obra de Jorge sim, e primeiro foi editada fora daqui, chegando ao Brasil em 1994. E vocês sabem porque o projeto não deu certo? Algo que não estamos acostumados: escândalo de corrupção no qual, a companhia européia que iria distribuir o livro, estava envolvida. Tudo isso ele explica no início da obra.

livro-a-descoberta-da-america-pelos-turcos-jorge-amado-442001-MLB20255619891_032015-FO enredo é simples. Um comerciante libanês, dono de um comércio, com 4 filhas, quer casar a última (a única sem dotes atrativos e ainda por cima severa) e oferece sociedade no comércio caso alguém se prontifique. Para saber sobre as peripécias vocês terão que ler a obra porque meu objetivo aqui, jamais será fazer resenhas literárias e sim, emitir uma opinião aqui, outra ali.

Eu acho tão interessante quando começam as análises profundas das obras, comparações e etc…. “porque o autor quis dizer isso ou aquilo e blá blá blá….”; muitas vezes sinto que o autor não quis dizer nada, ele simplesmente se divertiu escrevendo alguma coisa, ou simplesmente escreveu alguma coisa porque é sua função, seu trabalho, seu ganha-pão, portanto, fico na lista dos leitores medíocres que simplesmente leem por distração e não para análise filosófica da obra.

Prá variar, obra de latino-americano, então, já sabemos, há um tema que ronda a obra o tempo todo: sexo. Me parece cansativo. Por que latinos necessitam tanto envolver sexo, sexo, sexo??? As obras de Jorge evocam bastante o tema e eu me diverti muito lendo Dona FlorGabriela, mas me sinto cansada das palavras chulas e da recorrência de sexo, sexo e sexo como cerne da vida humana.

Mas, reclamações da minha parte, à parte, Jorge Amado sempre Jorge Amado, portanto merece muito estar neste meu desafio, afinal um autor traduzido para 49 idiomas e que recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, não é pouca coisa não.

Alguns críticos ensinam que esta obra envolve uma questão sobre a imigração e a composição da sociedade por eles, a questão da inserção desses imigrantes no convívio do mundo. Neste caso, a inserção do imigrante na formação da cultura cacaueira baiana.

Eu, além de notar os imigrantes, achei legal da obra, o fato de que ela foi escrita num mundo não tão politicamente correto (e chato), e acho até que o autor nem estaria aí para todo esse mi mi mi e melindres que vivemos hoje, onde até cuidado ao pronunciar nome de bolo temos que ter porque senão entramos em categoria de fóbico a algo.

Cheio de vocabulário regional e palavras que não conhecia o significado (esse português é de lascar), é uma obra classificada pelo próprio autor como romancinho. É uma história curta, com o final que todos desejam ler.

Aproveitem!

 

Reflexões 1: O primeiro 1/4

Sim, ontem atingi o primeiro 1/4 do desafio.

Os primeiros 45 livros!!!!

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O desafio, sem querer, começou na mesma semana em que meu casamento ruiu, sem eu querer também, e eu fiquei naquele estado de transe que só quem já passou pela situação entende.

Neste momento não há amigos, familiares, deuses ou seja lá o que for que te salve. É um momento seu.

No meu caso, eu fiz o que faço melhor…. me enclausurei. Resolvi não atender mais os telefones, coloquei o celular no silencioso, parei de ouvir caixa postal, abri nova conta no facebook onde deixei apenas um amigo – o grupo de trabalho que é essencial – e segui os dias, lutando a cada minuto por sair da cama, por iniciar uma nova jornada, buscando apoio nos meus próprios pensamentos e emoções.

Duro. Difícil.

O desafio, ao contrário do que imaginei, me ajudou. Pensei que com a cabeça tão cheia de imagens e mensagens, eu não teria condições físicas e mentais de dar continuidade aquele desafio que tão brevemente antes eu havia imposto a mim mesma; mas me enganei e, a distração com os livros, com o que eu leria na sequência, qual livro novo adquirir, passeios por livrarias em busca de temas e preços, passeios em livrarias virtuais e afins, me distraíram e me fizeram companhia, pois foi um momento em que realmente eu fiquei só. Eu me senti só e com mais todos aqueles sentimentos que os terapeutas cansam de mencionar em livros (rsrsrsr), mas ainda agora, consigo rir da minha própria “desgraça” e tento me situar acreditando na famosa premissa de que tudo passa.

Aos poucos o desafio foi tomando forma em meus dias, em meus horários livres, e pode parecer fácil, mas meu mundinho me obriga a uma média de 13 horas de trabalho diários, contando todo o meu tempo de deslocamento e nem posso ler nestes momentos porque estou dirigindo. Então, se contarmos 13 de trabalho + 6 de sono (imaginem se estou conseguindo dormir neste momento da minha vida) + comer e cuidar da vida, realmente não é uma tarefa fácil atingir o objetivo do desafio; entretanto, até agora tenho tirado de letra e até me adiantado um pouco, o que me permite incluir obras mais amplas e mais complexas do que imaginei.

Outro fato muito legal é que estou conseguindo conhecer autores que tinha curiosidade, mas sempre adiava, assim como obras que estavam na lista de um dia….. com isso, estou me apaixonando por alguns (ex: Simone de Beauvoir, Carlos Ruiz Zafón, Etgar Keret, Françoise Héritier, Maurice Druon, Françoise Sagan),  e outros que não fizeram a minha cabeça, mas não quer dizer que não gostei de conhecê-los (ex: Bukowski, Patrice de Méritens, Anais Nin, Mary & Carol Higgins Clark) . Gosto é gosto e não se discute, né?

Tem acontecido coisas estranhas e que eu encaixo na plataforma da loucura, como por exemplo, após sair da livraria, com duas novas aquisições, eu me encontrar caminhando na praça da alimentação do shopping com um dos livros abertos e já na leitura voraz. Peraí…. aí já é demais, né sua louca? Fechei o livro, mas confesso que não por muito tempo. Tudo tem sua desculpa e após jantar, sentei no carro e fiquei lendo, esperando diminuir o trânsito para sair, mas tenho uma boa desculpa, época de Natal, shopping cheio e as lojas haviam acabado de fechar, havia trânsito sim (rsrs). Vocês acham que o manicômio é o meu lugar neste momento?

Bom, sigo na leitura e tem sido bom. Tem me feito viajar. Tem me feito divagar. Tem me feito esquecer a minha história por alguns momentos e….

Cá estou…. buscando forças para seguir e conseguir, mas sem coragem ainda de publicar o site… ainda fechada em meu casulo e lutando.

Vamos a lista do primeiro quarto:

  1. O curioso caso de Benjamin Button – F.S.Fitzgerald
  2. A mulher mais linda da cidade – C. Bukowski
  3. Noite em claro – Martha Medeiros
  4. O coração às vezes pára de bater – Adriana Lisboa
  5. Sedução no convento – Jacques Lagôa
  6. O homem que sabia javanês e outros contos – Lima Barreto
  7. Fábulas chinesas – Sergio Capparelli & Marcia Schmaltz
  8. O estrangeiro – Albert Camus
  9. O príncipe da névoa – Carlos Ruiz Zafón
  10. Primavera de cão – Patrick Modiano
  11. Mal-entendido em Moscou – Simone de Beauvoir
  12. O errante – Kahlil Gibran
  13. Últimos poemas – Pablo Neruda
  14. A ilha – Aldous Huxley
  15. Vestido de noiva – Nelson Rodrigues
  16. Os sete últimos meses de Anne Frank – Willy Lindwer
  17. Número zero – Umberto Eco
  18. Bartleby, o escriturário – Herman Melville
  19. O livro secreto – Grégory Samak
  20. Sete anos bons – Etgar Keret
  21. O sal da vida – Françoise Héritier
  22. O amante japonês – Isabel Allende
  23. A marcha dos javalis – Esther Lya Livonius
  24. O mistério de Marie Rogêt – Edgar Allan Poe
  25. Bonsai – Alejandro Zambra
  26. Minha breve história – Stephen Hawking
  27. A morte do gourmet – Muriel Barbery
  28. Reunião de família – Lya Luft
  29. As lágrimas de Alá – Patrice de Méritens
  30. O menino do dedo verde – Maurice Druon
  31. A fugitiva – Anais Nin
  32. O horror em Red Hook – H.P.Lovecraft
  33. Conto de Natal – Charles Dickens
  34. Bom dia, tristeza – Françoise Sagan
  35. Morte em Veneza – Thomas Mann
  36. O melhor do Comidinhas – Alessandra Blanco
  37. Quando crescer quero ter 60 anos – Wendy Reid Crisp
  38. A obra-prima ignorada – Honoré de Balzac
  39. Roque Santeiro ou O berço do herói – Dias Gomes
  40. Resgate um coração partido – Susan Richards
  41. Milagre na rua 34 – Valentine Dabies
  42. Um presente de Natal – Mary & Carol Higgins Clark
  43. O Natal de Poirot – Agatha Christie
  44. O amante – Marguerite Duras
  45. Um bonde chamado desejo – Tennessee Williams

 

45. Um bonde chamado desejo

Tennessee Williams, 157p.

Autor clássico norte-americano.

um-bonde-chamado-desejoPrimeiro a obra foi apresentada no teatro com o, na época, novato Marlon Brando como protagonista; foi também aclamada com o prêmio Pulitzer e no cinema foi estouro de bilheteria (Vivien Leigh recebeu o Oscar de melhor atriz), portanto sucesso desde a sua publicação em 1947.

O enredo se passa numa New Orleans decadente, com cenas de brutalidade, um mundo conflituoso e sem sensibilidade.

Quando a peça estreou, a sociedade se chocou, pois neste período pós-guerra o que se via eram musicais de comédia e releituras de clássicos, enquanto ela colocou em alta o drama do período, tanto pessoal como psicologicamente, da reconstrução da vida no pós-guerra.

Apesar de se passar no pós-guerra, confesso que me senti na atualidade, o enredo permanece bem atual com abuso de álcool, desemprego, agressões, machismo e tudo o que vemos hoje em dia.

Segundo a Wikipedia, há a possibilidade de uma das personagens  (Blanche) ter se baseado na história da irmã de Tennessee, Rose Williams, que tinha problemas mentais e foi submetida a uma lobotomia.

Eu tinha curiosidade de ler esta obra, mas nem sei porque nunca o fiz; aliás, nunca nem o havia procurado para adquirir. Nessas minhas andanças por livrarias e sebos, acabei por encontrá-la e tive a chance de obtê-la e incluí-la neste desafio. Fiquei feliz por saciar minha curiosidade diante de um clássico norte-americano.

44. O amante

Marguerite Duras, 127p.

Recebeu o prêmio Goncourt em 1984; e este, é o prêmio mais importante da literatura francesa.

o-amante-marguerite-duras-ed-nova-fronteira_mlb-o-89305987_3661 (1)O romance conta a história verídica da autora que teve uma infância e adolescência difíceis na Indochina, contando sua iniciação sexual, aos quinze anos e meio, com um chinês rico de Saigon, onde ela vivia. É considerada a obra mais importante da autora, que também trabalhou com cinema e teatro, além da literatura.

Uma obra onde nós, leitores, somos levados aos mesmos sentimentos da personagem. Ora estamos envoltos nas memórias, ora envoltos nos sentimentos dúbios que ela carrega. Em alguns momentos é a menina quem escreve, em outros é a narradora. Escrita interessante, mas que precisamos de atenção para não nos perdermos no enredo, portanto, apesar de curta, não é uma leitura fácil, há mudanças verbais, tratando do passado como se fosse presente e vice-versa.

A obra não trata apenas do romance com o chinês, mas também da situação da família na época.

Ao ler, se os fatos são verídicos, tudo se transforma em dúvida pela maneira da escrita e não sabemos até onde a história é real ou fictícia. Pelo menos foi essa a minha sensação.

Uma obra muito interessante e não acredite que seja fácil pelo seu tamanho. Vale a pena conferir!

 

43. O Natal de Poirot

Agatha Christie, 206p.

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Poirot e Agatha Christie lembram meu início nos caminhos da leitura, afinal são dela os primeiros livros que lembro ter lido pura e simplesmente por vontade e que me prenderam.

Durante as décadas que se passaram, li alguns outros da Agatha Christie, são tantos, aí vez ou outra escolhia algum para relembrar seu estilo e suas personagens, mas havia algum tempo que eu não lia nada dela.

Foi bem divertido rever o pensamento de Hercule Poirot ao desvendar um crime em plena época de Natal, uma época tão feliz, tão fraterna, envolvida por paz e felicidade (não para esta obra), que ocorreu em meio a uma família bem abastada onde o mordomo não foi o culpado (ops, acabei com o final – rsrsrs).

Bem legal para quem gosta de um suspense sutil, de uma aventura que parece brincadeira, de um passatempo divertido, um romance policial da mestre do gênero Agatha Christie.

Um brinde a ela e as suas produções!

42. Um presente de Natal

Mary & Carol Higgins Clark, 205p.

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Sinceramente não me diverti. Trata-se de um livro estilo policial envolvendo a máfia, perseguição, música e músicos, famílias e também um “anjo” que tem que se redimir perante o “Céu”. Achei a história muito banal e com ritmo que não me prendeu.

Tive a sensação de muitas xícaras de chá e bobagens envolvidos no enredo, mas este é o estilo das autoras; neste caso, mãe e filha.

Mary Higgins Clark é autora de dezenas de best-sellers, mas eu nunca havia lido nada que ela produziu e não fez a minha cabeça para tentar encontrar algum que me motive a leitura, entretanto, mesmo não admirando o estilo, o enredo, o todo, acho sempre fascinante conhecer autores que ainda não havia encarado e tirar as minhas próprias conclusões.

Valeu!

 

41. Milagre na rua 34

Valentine Dabies, 117p.

MILAGRE_NA_RUA_34_1260397177BHistória de Natal. Se eu estivesse seguindo corretamente os dias do desafio, este seria o livro lido no dia de Natal, mas confesso que estou um pouquinho adiantada e até surpresa com isso.

A maioria já deve ter visto o filme de mesmo nome que muitas e muitas vezes, nesta época de dezembro, passou na Sessão da Tarde, e é bem bonitinho. Aliás, na primeira versão, a de 1947, ele foi vencedor do Oscar nas categorias de melhor ator coadjuvante, história original e melhor roteiroNada mal!!!!! Rs

Eu já o havia lido, assim como já o assisti (mais de uma vez) e achei que tinha tudo a ver a releitura para a época do ano. O melhor, fiquei feliz em reler.

Alguém que se acha o verdadeiro Kris Kringle está em New York e trabalha na Macy´s? Sim…. Kris Kringle, o Papai Noel. Pior é que ele não acha, ele é o próprio.

A história é fofa. Instiga os sentimentos de fim de ano como fé, fraternidade e amizade. Os corações se tornam mais abertos e generosos. Os milagres acontecem.

Dica de leitura para a época natalina.

40. Resgate de um coração partido

Susan Richards, 270p.

História que envolve animais sempre é bem vinda, né? Nesta, a salvação de uma mulher fechada para o mundo, foi uma égua que mesmo após sofrer tantos traumas ainda era dócil e cheia de amor e compaixão.

Penso que muitos animais já conhecem o que levamos décadas e décadas para começarmos a compreender sobre o que são amor, respeito, amizade e perdão. Talvez por isso algumas espécies durem tão pouquinho conosco. Se soubermos interpretar as atitudes de muitos animais, poderemos ter coragem para recomeçar quando estamos desacreditados, cansados, tristes e sem rumo.resgate um coração partido

O livro não me deixou completamente emocionada, mas consegui amar um animal com a descrição da autora, e também odiar outro (a outra égua) por se parecer com tantas crianças que vemos no mundo hoje; mimadas e chatas, acreditando que apenas elas e suas vontades são importantes e prioritárias. Esse sentimento foi bem estranho e essa comparação, na minha cabeça, foi bem interessante.

Foi uma escolha aleatória para o desafio, pois gosto do tipo de impressão que o livro tem. A leitura torna-se bem confortável. Entretanto, já li outros envolvendo animais que foram bem mais interessantes.

Vale a descrição dos cuidados com os animais, vale a emoção de uma égua tão bondosa e claro, vale pelo resgate de um coração, afinal essa é uma história real, mas não é daquelas leituras de cair o queixo.

Curvem-se à bondade da Lay Me Down.